BRASÍLIA | BRASIL | 2016
15°46'47″S 47°55'47″O

 

PERHAPS, BRASÍLIA was the most utopian city I've ever visited. The federal capital of Brazil has sparked something absolutely unusual in me; I felt "connected", optimistic, and patriotic. It filled me with hope and desire "to live this country" and for the country – exactly as it was 'designed' to do right from the beginning.

Obviously, the reality of the city nowadays is far from the main plan and its utopian objectives but what surprised me was the way it has "connected" me to the Brazilian history and its different kind of artistic manifestations.   


ALTITUDE: 1100 mts
TEMPERATURE: 27°C
AIR HUMIDITY: 63%


BRASÍLIA TALVEZ tenha sido a cidade mais utópica que visitei. Não que as outras não sejam, mas a capital do Brasil me envolveu de maneira absolutamente incomum. Ela me "conectou" exatamente como foi projetada para fazer, me enchendo de otimismo e patriotismo; de esperança e vontade de viver o Brasil; e para o Brasil.

Obviamente a realidade dela está longe de ser aquilo que sonhavam seus idealizadores, mas o que me chamou a atenção foi a maneira como ela me envolveu em meio à história do país e suas manifestações artísticas.


 

ALTITUDE: 1100 mts
TEMPERATURA: 27°C
UMIDADE DO AR: 63%


 

Brasília is known for its unique urban planning by Lúcio Costa and modernist architecture that comes along with it by Oscar Niemeyer. It is also known by landscape plans by Roberto Burle Marx and artworks by Athos Bulcão, but i found much more. African-Brazilian and indigenous influences and "anonymous" artistic expressions from all over the country. In Brasilia, the Brazilian Art seems to meet and overcome barriers, after all it was built by people from different regions of the country and most of them are still living there.

Dos famosos e consagrados Oscar Niemeyer (arquiteto), Lucio Costa (urbanista), Burle Marx (paisagista), Athos Bulcão (artista plástico), responsáveis por grande parte do projeto da cidade, à influências afro-brasileiras, indígenas, e manifestações artísticas "anônimas" de todas as partes do país e do exterior. Em Brasília, "as artes dos nossos Brasis" parecem se encontrar e ultrapassar barreiras, como aquelas que separam autoridades e cidadãos comuns, afinal ela foi construída por meio de mão de obra de diferentes regiões do país.


 
 

Como disse o amigo e poeta cordelista Joaquim Bezerra da Nóbrega (o Lampião de Ceilândia), quem tivemos o prazer de encontrar por lá: "sou nascido na Paraíba e vim de lá para construir Brasília, mas cansei das inchadas e me apaixonei pelas palavras". Joaquim é apenas um dos inúmeros exemplos de artistas que fizeram a arte brasileira viajar pelo país e se estabelecer na Capital Federal, neste caso em formato de livros e cordéis encantadores que ele escreve.

As the Brazilian poet and friend Joaquim Bezerra da Nóbrega (The Lampião of Ceilândia) said, whom I had pleasure of meeting there: "I was born in Paraíba State and I came to build Brasilia, but one day i got tired of working in the construction zone and i fell in love with words". Joaquim is one of the countless examples of artists that are living in the Federal Capital since the beginning of the city. He now writes "cordéis", a typical Brazilian kind of a poem.


 
 

The Brazilian diversity led me to reflect on the result of the Brazilian plurality as well as the elements that unite it. In my opinion, due to the amazing experience i had, Brasilia seemed a city "without identity", but it also seemed a city that connects different Brazilians artistic identities like no other. Consequently in Brasília i found a "silence" within me; a blank like those that are so important in the life of creatives and artists.

Diante dessa pluralidade e de tudo o que ela me fazia sentir, fui conduzido a refletir sobre o resultado da união desses "diversos Brasis", bem como os elementos que os unem. Brasília então me pareceu uma cidade "sem identidade", mas que conecta as diferentes identidades artísticas brasileiras como nenhuma outra, e dessa maneira, gerou um "profundo" silêncio dentro de mim; algo como um branco, daqueles tão importante na vida de qualquer artista.